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Atendimento de Adolescentes, Adultos, Idosos. Sessão Individual, Casal e Familiar, em Consultório ou em Domicílio (para casos específicos). Orientação Psicológica Online via Skype.

Alcoólatra x Não Alcoólatra

O fígado de um alcóolatra não tem uma enzima chamada Tetrahidosoquinolina ou Thiq que o fígado das outras pessoas possui. A falta da enzima no fígado faz com que uma substância do álcool, conhecida como aceltadeído se acumule no seu corpo e vá para o cérebro. Lá, o aceltadeído se junta à dopamina (uma amina do cérebro) e esta junção forma a substância, conhecida como Thiq, que provoca a compulsão pelo álcool, segundo especialistas. Essa substância, só existe no cérebro do alcóolatra e dos consumidores de heroína. Uma característica do Thiq é que, depois de formado no organismo ele não pode mais ser retirado - ainda que o alcóolatra deixe de beber.
A falta dessa enzima no fígado do alcoólatra já existe mesmo antes de ele beber, ou seja, o fígado do alcoólatra já é diferente por causa desconhecida. Alcoolismo é doença.
Essa anomalia pode ser herdada através do genes: filhos, netos e bisnetos de alcóolatras tem 4 vezes mais probabilidade de se tornar alcóolatras que os filhos de pais não alcóolatras.
Alcoolismo não é sem vergonhice. Precisa de tratamento.
Fonte: "Manual do bom bebedor" Ampara

Como você quer ser (quando crescer)?

Aquilo que gostaria de ser, tem que primeiro ser realizado para depois ser sentido. Vou explicar: Se você quer ser uma pessoa bondoza (mesmo que em seu íntimo, não acredite ser), primeiro você deve se comportar, ou seja, ter atitudes que considera ser de uma pessoa bondoza. Por imitação. Não precisa ser expontaneo a princípio. Depois de um tempo agindo assim, as pessoas começam a reconhecer em você uma pessoa bondoza. E isso faz com que você se sinta e passe a crer que realmente é bondozo. Finalmente, quando percebe, já se tornou aquilo que gostaria de ser.
Isso acontece porque nosso comportamento provoca alterações em nosso cérebro. Explico como: para que nosso corpo realize qualquer coisa, é necessário que um neurônio (as células que constituem nosso cérebro) provoque uma descarga elétrica em neurônio vizinho, que por sua vez, provocará a outro, etc. formando uma cadeia, ou seja, um caminho próprio para aquele comportamento ou reação no corpo que foi realizado. A repetição desse processo, ou melhor, desse comportamento, faz com que o caminho no cerébro seja também repetido. Após várias repetições, acontece no cérebro o mesmo que num gramado, quando as pessoas passam pisando até que com o tempo forma-se uma trilha.
O comportamento se torna automático. As pessoas ao seu redor começam a ver você e a tratá-lo a partir do comportamento que anda tendo, o que ajuda ainda mais a reforçar a possibilidade futura de que você continue agindo de forma bondoza.
Então, pense no que quer ser como pessoa e passe a agir como tal, mesmo que lhe pareça falso ou forçado no princípio. Com o tempo, fará parte de você.

Distúrbio de ansiedade Generalizada

Quem sofre de Distúrbio de Ansiedade Generalizada se preocupa exacerbadamente e sem nenhum motivo: com dinheiro, embora tenha uma situação financeira satisfatória; com um filho que está na escola, em perfeita segurança; etc. Geralmente sentem tremor, calafrios, dores musculares, inquietação, cansaço crônico, falta de fôlego, taquicardia, insônia, suor, mal-estar abdominal, tontura, dificuldade de concentração e irritabilidade. Para o diagnóstico do distúrbio é necessária a presença de pelo menos seis desses sintomas com nenhuma outra causa aparente.
Para a Terapia Cognitiva muitos sentimentos que parecem surgir espontaneamente se originam de um pensamento. Um pensamento que desencadeia sentimentos e ações poderosos. Na maior parte das vezes a reação surge tão rapidamente que não temos consciência do pensamento. Em outros casos, o pensamento é totalmente consciente mas incorreto. A consciência e o controle desses pensamentos é o objetivo central da terapia cognitiva. E a terapia comportamental concentra-se em identificar e mudar padrões negativos de comportamento.
Os distúrbios de ansiedade são crônicos e podem reaparecer. Por isso os pacientes devem trabalhar duro durante as sessões de psicoterapia e praticar as técnicas aprendidas em casa.
Leia as outras postagens sobre outros distúrbios de ansiedade específico.

O Stress Pós-Traumático

Muito frequente entre guerrilheiros e policiais, se trata de uma consequencia possível de qualquer trauma emocional, inclusive estupro, incêncios, enchentes, acidentes de avião e automóvel, ou cativeiro. Mas é importante ressaltar que muitas vezes a situação trágica pode ter sido apenas presenciada pela vítima do Stress Pós Traumático. Por exemplo, presenciar um assassinato ou um acidente.
Os sintomas variam de insensibilidade emocional a pesadelos e flash-backs (revivência mental de um acontecimento traumático como se ele estivesse ocorrendo novamente), e as vezes podem ser tão graves como se o trauma fosse revivido sem parar, levando a pessoa a sentir e pensar tudo que vivenciou no momento do choque. Às vezes, até mesmo um barulho ou uma situação parecida pode levar a pessoa à crise. Assim o paciente tende a evitar qualquer situação que possa remetê-lo ao incidente traumático.
O distúrbio pode surgir dias, semanas ou meses após o trauma, mesmo que, anteriormente, a vítima parecesse estar tendo controle sobre a situação. Em caso de crianças molestadas, a síndrome pode aparecer muitos anos após o acontecido.
O diagnóstico é feito se o indivíduo tem pelo menos um dos sintomas de cada categoria a seguir:
1. Pesadelos e feedbacks
2. Comportamento de evitação (específicos ou que relembre a situação traumatica)
3. Reações Hiperexcitadas, como raiva súbita e não provocada, sintomas fisicos de ansiedade (sudorese, taquicardia, etc), uma extrema sensação de estar "em alerta", má memória ou dificuldade de concentração.
O trauma pode provocar mudanças no cérebro, de forma que, se o paciente não for tratado imediatamente tem maior probabilidade de desenvolver uma condição crônica difícil de reverter.
O tratamento deve incluir intervenções psicológicas, onde o paciente poderá extravasar sentimentos e emoções, e quando apropriado, medicação para ajudar a controlar os sintomas como insônia ou ansiedade severa.

Indicação de filme: "Tropa de Elite" com Wagner Moura

Transtorno Obsessivo Compulsivo

Distúrbio Obsessivo-Compulsivo (DOC) são obsessões, pensamentos, imagens ou impulsos perturbadores persistentes e repetitivos, e compulsões - a necessidade de realizar um ritual ou uma rotina para ajudar a aliviar a ansiedade causada pelas obsessões - embora seu conteúdo e sua intensidade variem de caso a caso.
É um distúrbio de ansiedade facilmente observável e seus seus primeiros sinais tendem a aparecer já na infância. Suas vítimas tornam-se prisioneiras de certos pensamentos, atitudes e preocupações. Podem ser com limpeza, com contar coisas, com checar coisas (por exemplo, podem checar cinquenta vezes se a porta foi trancada ou luz apagada), ou com terror de que possam matar alguém por acidente, com colecionar coisas, com desenvolver rituais que devem ser seguidos antes de fazer qualquer coisa, mesmo em situações de emergência. Caso não executem seus rituais repetitivos, têm a crença de que uma tragédia acontecerá com uma pessoa querida. A ânsia cresce de tal forma que a única maneira de aliviá-la é realizar o ritual. Porém, a sensação de alívio se dissipa tão rapidamente que os rituais se tornam cada vez mais exigentes.
Muitos pacientes têm dolorosa consciência de que seus pensamentos e ações não são racionais e fazem de tudo para escondê-los. Porém, quanto antes se iniciar um tratamento, maior a probabilidade de controlar o distúrbio.
A indicação de tratamento é farmacológica e psicológica. Contudo, a terapia cognitivo-comportamental tem se mostrado bastante eficaz, sendo os medicamentos uma opção para último caso.

Indicação de filme: "Melhor impossível" com Jack Nicholson