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Atendimento de Adolescentes, Adultos, Idosos. Sessão Individual, Casal e Familiar, em Consultório ou em Domicílio (para casos específicos).

Fases do desenvolvimento, segundo Freud.

Fase oral: Ocorre fundamentalmente com o 1º tempo do Édipo, em torno do 1º ano de vida do bebê . Nesta fase a herogeneidade se dá através da boca. Assim a relação do bebê com a chupeta, com um prato de comida é libidinal. O bebê suga o seio da mãe sem ter fome e este sugar é erógeno.O que angustia a criança é o medo de ser abandonado, ou seja, perder o amor. A posição subjetiva desta fase é: “Atenda a minha demanda!” Essa fase deixa pontos marcantes em nossa sexualidade. Exemplo: pessoas muito vorazes e devoradoras.
Fase anal: Ocorre no 2º ou 3º ano de vida. Nesta fase a criança está “deslocando”, desalienando-se do Grande Outro. Ela está se situando como sujeito de desejo,a birra e a oposição é uma estratégia de auto-afirmação. Na fase anal a zona erógena é o ânus, a criança aprende a controlar os esfíncteres( musculatura do ânus). Ela está preparada para controlar o xixi e sobretudo as fezes, que é a sua primeira obra, aquilo que ela oferece ao mundo. Nesta fase ocorre uma ambivalência, a criança ama e odeia.O que a angustia é ser submetida, controlada.
A posição subjetiva é: “Eu posso atender ou não à sua demanda”. Esta fase é marcada por agressividade e fúria.
A fase fálica corresponde aproximadamente à idade dos 4 aos 7 anos, fase em que é constatada a diferença sexual. A criança constata a diferença, mas nega.
Nesta fase, a criança está no auge da sexualidade, pois é quando ela descobre as sensações especialmente nos órgãos genitais, local de concentração da libido.
A descoberta dos órgãos genitais lança a criança na angústia de castração, uma vez que ela está resignificando a angústia primordial.A angústia de castração na menina está ligada à falta, ao buraco, ao vazio, pois ela acredita que tinha o pênis e o perdeu e esta angústia lança-a no Complexo de Édipo, que é quando há a troca do objeto de amor (da mãe para o pai) e a manutenção do objeto de identificação (a mãe) na tentativa de conquista do pai.Já com o menino, a angústia de castração liga-se ao medo de perda (do pênis), pois se há alguém que não o tem (a menina), ele também pode perder. A angústia de castração no menino provoca a saída do Édipo.O conflito da fase fálica está relacionado com o drama triangular edípico, que é experienciado com amor, ódio, rivalidade e culpa.
O período de latência ocorre entre os 7 ou 8 anos e vai até a puberdade.Seu propósito é amenizar a pulsão sexual que se faz sempre presente.Neste período as forças psíquicas aparecem como barreiras visando restringir o fluxo da pulsão. Elas podem se manifestar como sentimentos de vergonha, repugnância ou como ideais estéticos e morais.Há ainda os mecanismos de defesa que são operações psíquicas inconscientes, usadas pelo Ego para se livrar da angústia gerada pelos conflitos internos.Em relação ao período de latência, pode-se citar dois mecanismos, sendo eles a sublimação e a formação reativa.A sublimação nada mais é do que o desvio de uma pulsão para um novo alvo que não possua caráter sexual e que vise, normalmente, objetivos de valor social. Por exemplo, um jovem pode dedicar-se excessivamente a um esporte, um serviço voluntário ou a um curso de pintura, canalizando nessas atividades sua energia pulsional.
Já a formação reativa é uma atitude psíquica do sentido oposto a um desejo recalcado, constituindo-se como reação a este desejo. Temos, como exemplo, uma pessoa extremamente piedosa, em formação reativa contra seus desejos agressivos.